O folclore moderno que nasceu no bairro do Castelo

A banda alfacinha Sardinhas com Bigodes atuou no Palco DN. É sangue novo apaixonado por música tradicional

São arquitetos, empresários e vendedores, mas são todos músicos. A banda Sardinhas com Bigodes é um projeto de folclore moderno que andava na cabeça de Rodrigo Duarte há muito tempo. Nascido e criado no bairro do Castelo, em Lisboa, o arquiteto sempre gostou de música tradicional e tinha este sonho: criar uma banda que fosse uma miniorquestra.

O grupo tem quem toque trombone e saxofone, percussões e cavaquinho, além dos elementos básicos de qualquer banda. Antes de 2013 - ano de nascimento - já existia em modo informal. Juntavam-se para tocar até que Rodrigo Duarte conseguiu reunir todos os elementos. São nove músicos em palco - cinco rapazes e duas raparigas - e a média de idades é de 30 anos.

Alguns são amigos de infância, outros conhecem-se desde a escola primária, mas também da faculdade. Foi, aliás, durante uma aula de História, na universidade, que Catarina Venâncio (teclado) deu nome ao grupo: seria os Sardinhas - porque Lisboa é a casa mãe - os Bigodes servem para abrilhantar o nome.

Dois prémios no currículo

Rodrigo Duarte é o autor das letras e músicas da banda, que são depois desenvolvidas em conjunto. Talentosos, já ganharam dois prémios - o primeiro permitiu-lhes gravar o EP Anzol ao Mar - "gravado e misturado nos meses quentes do verão de 2017" e o último - o prémio de Jovens Talentos FNAC - está a dar-lhes a possibilidade de gravarem um videoclipe.

"Deu-nos mais visibilidade, as pessoas começam a conhecer-nos", diz ao DN o líder da banda, que gostaria - gostavam todos - de se dedicar apenas à música portuguesa. Para quem só agora os vai ouvir aconselham Troca o par, uma canção que fala dos bailes de antigamente, quando o animador pedia para que rapazes e raparigas trocassem de par. Assim nasceram amores e é deste imaginário que vivem as canções do grupo. Neste domingo, estão no lugar certo: no centro da cidade que os viu nascer .