O Grupo Vidrala lançou um plano extraordinário de apoio a cerca de mil trabalhadores diretos e de empresas prestadoras de serviços — e às suas famílias — na sequência do mau tempo que afetou o distrito de Leiria, com chuva e ventos superiores a 210 km/h e cortes de eletricidade, água, comunicações e transportes na Marinha Grande.A empresa, um dos maiores empregadores locais com 900 postos de trabalho diretos e cerca de 300 indiretos, diz ter tomado medidas para garantir o acesso a bens essenciais e a segurança dos colaboradores. Exemplos disso são o refeitório gratuito que a empresa colocou à disposição, a distribuição de 13 mil litros de água potável e mais de 500 kg de fruta, os duches disponibilizados às famílias dos funcionários, o fornecimento de gasóleo para viaturas e sessões de apoio à saúde mental, entre outras iniciativas. A Vidrala também forneceu materiais para reparações temporárias de habitações, como milhares de metros de filme plástico e seis mil telhas, e cedeu geradores para restabelecer serviços municipais essenciais.Apesar dos estragos, a empresa garante que os planos de contingência permitiram manter a produção nas fábricas e assegurar entregas a clientes, minimizando o impacto na cadeia de abastecimento. Na Marinha Grande, onde o grupo opera duas unidades com uma produção anual de 2,6 mil milhões de garrafas, a continuidade das operações é relevante para a economia local e para o fornecimento de embalagens ao setor industrial.Rui Santos, diretor das fábricas da Vidrala em Portugal, diz que este é "um dos momentos mais difíceis da nossa história" e salientando "a dedicação" da equipa que compõe o grupo para fazer face aos danos e dificuldades provocados pelo mau tempo.A empresa afirma ainda manter contatos com instituições e associações locais para coordenar apoio adicional e ações de voluntariado, com vista à recuperação da comunidade a curto, médio e longo prazo. .Vidrala dá 77 milhões pela Cristalerías Toro e entra no mercado chileno