O Brasil encerrou uma isenção temporária de tarifas sobre veículos elétricos e híbridos com peças chinesas, elevando os custos para fabricantes como a BYD e encerrando um episódio de tensão com a indústria automóvel local.A medida, que vigorava desde agosto de 2023, expirou a 31 de janeiro sem ser renovada, confirmaram fontes ao jornal de Hong Kong South China Morning Post, pondo fim a um incentivo que favorecia especialmente as montadoras chinesas que atuam em regime de pré-montagem.Com o fim da isenção, as empresas voltam a pagar tarifas de importação de 35% sobre kits de montagem SKD (semi-knocked down) e CKD (completely knocked down), que anteriormente estavam sujeitos a taxas de 18% e 16%, respetivamente.Na prática, os kits SKD chegam quase totalmente montados ao país e exigem pouca mão-de-obra local. Já os CKD incluem as peças separadamente para montagem no Brasil, mas ainda dependem maioritariamente de componentes importados.A tarifa reduzida foi aprovada após um pedido da montadora chinesa BYD, que se preparava para iniciar operações de larga escala no Brasil.A decisão gerou protestos de fabricantes tradicionais instalados no país, que acusaram o Governo de favorecer indevidamente empresas estrangeiras com baixa produção local.Com o fim da isenção, empresas como a BYD e a Great Wall Motor enfrentam agora custos significativamente mais altos para operar no mercado brasileiro, a menos que acelerem os investimentos em produção nacional.A decisão marca o fim de meses de atrito entre o Governo brasileiro, as montadoras chinesas e a indústria automóvel brasileira, que exigia equidade nas condições de concorrência. .Comércio entre Brasil e China cresce para valor recorde em 2025