Premium Hortas urbanas. A ciência está a passar por aqui e o futuro também

Primeiro estudo científico sobre a produtividade e o valor nutricional de duas variedades de milho em horta urbana na Universidade de Lisboa surpreende biólogos pela positiva e mostra que o caminho também é por aqui.

Meses de trabalho. Foi preciso semear, aplicar os compostos orgânicos, regar, controlar a experiência a par e passo. E depois analisar os resultados e publicá-los. A ideia era perceber como se comportariam, numa pequena horta urbana e usando apenas compostos naturais como fertilizantes, duas variedades de milho diferentes - uma híbrida comercial, que é a mais utilizada em Portugal, e outra tradicional, chamada pata-de-porco multicolorido, que é usada há gerações por agricultores da região de Sintra. Agora aí estão os resultados, com uma série de novidades, uma delas até surpreendente para os próprios investigadores. Esta: os valores nutricionais das maçarocas da espécie saloia superaram os da variedade comercial. E essa não é a sua única vantagem.

Coordenado por investigadores do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), o trabalho acaba de ser publicado no Journal of Cleaner Production, e abre novas perspetivas sobre o papel que as hortas urbanas podem desempenhar na alimentação da população que vive nas cidades, dando-lhe, para isso, uma base científica como diz Florian Ulm, o investigador principal do estudo.

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