Exclusivo "Pum!", disse o dinossauro

Foi um traque com cem milhões de anos de duração, daí o buraco na camada de ozono em volta da Terra.

De dez em dez anos, desde que me entendo por gente, o cinema ressuscita os dinossauros. Não sei qual foi o último filme a fazer isto, porque já passei da idade de ver filme de dinossauro. Mas entendo que o assunto fascine as crianças e elas precisem de ser periodicamente atendidas nesse departamento. Fascina também a mim, e não perco uma notícia sobre dinossauros nos jornais. Sim, os jornais, em suas páginas de ciências, falam mais deles do que os cadernos de cultura falam do Mick Jagger, e olhe que são quase contemporâneos. Todos os dias os cientistas descobrem uma novidade sobre os dinossauros. Como eles estão extintos há muito tempo e não podem contestar as informações, estas passam por cientificamente sólidas, e assim vamos vivendo.

Começa sempre com a descoberta de um caco de osso num ermo qualquer. Não parece ter pertencido a uma vaca nem a ninguém conhecido na região. Trâmites depois, o osso cai em mãos hábeis, que o identificam como um fóssil, um pedaço de um dinossauro que teria vivido ali há várias eras geológicas. Pela sua composição, estabelecida por tomografias computadorizadas, pode reconstituir-se o bicho inteiro - idade, género, seus hábitos pessoais, sua preferência por alecrim ou manjericão, se aceitaria um mamute como genro, etc.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG