Premium Que política cultural?

Muitas atribulações da cena política passaram a existir como acontecimentos televisivos - resta saber se temos consciência da transformação da nossa condição de espectadores.

Eis uma data emblemática: na quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019, qualquer cidadão, em qualquer parte do mundo, pôde seguir as declarações ao Congresso dos EUA de Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, definindo o atual presidente dos EUA como um "racista", um especialista em "golpes" e um "mentiroso". E eis uma evidência suplementar: esta possibilidade de acompanharmos as atribulações da cena política em direto há muito deixou de ser uma exceção; em boa verdade, talvez se possa dizer que muitas formas de fazer política passaram a integrar tal possibilidade.

Podemos até reconhecer, e com toda a transparência, que esta conjugação político-mediática transfigurou os próprios órgãos de informação. Ou, se quiserem, e para utilizarmos a expressão corrente, modificou todos os conceitos e práticas da comunicação social.

Ler mais

Exclusivos