Premium Quando a Gulbenkian tinha um pé em Bagdade e outro em Lisboa

A exposição Arte e Arquitetura entre Lisboa e Bagdade abriu na sexta-feira ao público no Museu Gulbenkian, a par de Pose e Variações - Escultura em Paris no Tempo de Rodin, e de A a C, de Ana Jotta e Ricardo Valentim.

Quem tem nas suas memórias de leitor a passagem das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian até pelos mais recônditos cantos de Portugal encontra um par nos leitores iraquianos. Também por lá elas passaram, parte do trabalho diplomático e filantrópico da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1957 e 1973, enquanto explorou petróleo naquele país até à nacionalização da atividade.

Foi também a Gulbenkian que construiu em Bagdad o Estádio do Povo (Al-Shaab), então o maior do Médio Oriente, que inaugurou em 1966 com Eusébio na equipa do Benfica a estrear o relvado contra a seleção iraquiana. Tal como o Centro de Arte Moderna de Bagdad, que hoje se chama Gulbenkian Hall, e que foi a primeira grande obra da fundação no país. A par dessas obras maiores, a Fundação apoiou a construção de cerca de cem edifícios, entre eles hospitais e escolas.

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