Luísa Amaro: "A guitarra portuguesa é mágica, irracional, caprichosa, rara"

Se uma guitarra portuguesa não é tocada, morre. Foi por isso que Luísa Amaro pegou nas guitarras de Carlos Paredes quando ele adoeceu: era preciso mantê-las vivas.

Calejada na guitarra clássica, percebeu então que ele tinha razão, que este é um instrumento mágico. Fala dela como se fosse uma pessoa, é "ela", irracional, caprichosa, rara. Mar Magalhães é o novo CD de Luísa e será apresentado na sexta-feira, no Museu do Oriente, com os músicos que o gravaram e uma participação especial. António Bagão Félix, o próprio. Nos 500 anos da Viagem de Fernão à volta do mundo.

O que tem de especial a guitarra portuguesa?

A guitarra portuguesa é um instrumento mágico. Sempre ouvi isso do Carlos Paredes, não compreendi. Achava que o dizia porque o tocava da forma como nós sabemos, mágica. Mas é mesmo um instrumento mágico. Tem um timbre, uma projeção de som e uma sonoridade especiais, particulares, que não existem em mais nenhum instrumento. Nós estamos a tocar e pisamos cordas mas, ao fazer determinados acordes, as mesmas cordas são dadas nas cordas soltas. Isto produz um efeito muito mágico que parece quase vento e cria um envolvimento muito bonito. Eu não direi sobretudo para quem toca, porque quem ouve também o sente, mas para nós há um desprendimento. Parece que estamos a tocar e não somos nós, é o som que vai. É mágico. Nós agarramo-nos a ele e dificilmente o largamos. Já tive experiências com músicos de outras áreas que pegam na guitarra portuguesa e dizem: "Pega na guitarra porque eu já não a quero largar."

A Luísa começou pela guitarra clássica. Que dificuldade teve em começar, em atirar-se?

A minha formação é com a guitarra clássica, no Conservatório. Comecei a tocar a guitarra portuguesa um pouco porque o Carlos Paredes tinha adoecido. Ele tinha várias guitarras. As guitarras, para a sua manutenção, têm de ser tocadas, se não o instrumento morre. Isto é muito bonito e curioso. A madeira vive, tem vida mesmo. Quando tocamos, quando é um instrumento com as suas cordas ou com o som vai fazendo uma repercussão na madeira, isso faz a vibração da madeira e ela mantém-se brilhante, mantém a sonoridade. Se nós deixamos de o tocar, a madeira perde essa vida, (o som) fica baço. Às vezes ouvimos um instrumento que não é utilizado há uma série de tempo e o som parece que não tem vida. Precisa dessa vibração na madeira para ganhar alma.

E recupera?

Recupera se for tocado, e é fundamental tocar para que o som não fique baço. Fui ficando enfeitiçada pela guitarra porque ela tem essa magia e comecei a tocar. Porque não tocar assim? Porque não tocar assado? Fui aprendendo por mim. Digo isto com uma certa facilidade, quase leveza, porque não é um instrumento de sopro. Se tocasse um instrumento de sopro, seria mais difícil passar para um de corda; temos de pisar, os dedos têm de calejar, e as minhas mãos já estão calejadas. Foi mais simples para mim. São instrumentos muito diferentes e a nossa cabeça e a nossa estrutura física têm de adaptar-se ao instrumento de outra maneira.

Lembro-me de o Carlos Paredes balançar o corpo todo quando tocava. A Luísa não faz isso?

Não, não faço. É um jeito que se cria ao longo dos anos, mas o Carlos Paredes tocava com muita "força". Digo força entre aspas porque pode pensar-se que é uma força bruta. Não. Havia muita delicadeza. Parece um contrassenso mas não é. Talvez fizesse tanta força para que o resultado fosse doce. Tentava explorar ao máximo o som da guitarra e tinha mãos com força para isso.

Tinha mãos grandes?

Muito grandes e com muita força. Uma força anímica que lutava com o instrumento e um correspondia ao outro. Nunca digo que um ganhasse e o outro perdesse, estava tudo ali mano a mano. Mas ele retirava muita força e eu não, eu sou mais doce na forma de tocar.

Não é um corpo a corpo?

Não. Comigo, o corpo a corpo é relacionado com a delicadeza, porque tocar com aquela força do Carlos Paredes tem muito saber. Se não fica só força bruta. Aquilo é de uma pessoa especial, dele e do pai. O melhor para mim seria adaptar-me à minha anatomia: sou muito mais pequenina, embora tenha umas mãos grandes, mas não tenho aquela força. É quase um diálogo levá-la onde ela consegue ir, até onde eu a consigo puxar, mas isto só resulta em instrumentos sem microfone. Prefiro tocar sem microfones. Pode ser uma sala grande mas é o meu desafio, estou a tentar tirar o meu som. Com o microfone estamos mais limitados, há um lado tecnológico que nos facilita a vida. O instrumento vai respondendo e é aí que faço o diálogo com ele. Às vezes estou a tocar, percebo que não consigo dar aquela nota e penso: OK, se não consegues fazer isto assim vamos tentar de outra maneira.

Porque não consegue dar uma nota

Consigo tirar a nota mas não com a força que idealizei. Normalmente é aquela última nota, penso: vou ter de dar tudo por aquela nota. E às vezes a sala é seca, não tem uma boa acústica, percebemos ao fazer ensaio de som que aquilo vai ser difícil. Conto com a guitarra e estou a trabalhá-la até lá. E ela responde. Às vezes só não responde é à desafinação. O Carlos Paredes costumava dizer que a guitarra é caprichosa. Acho que todos os instrumentos são caprichosos. Há salas em que percebemos que não vai haver afinação. Ela começa desafinada e acaba desafinada. Há outras onde começa desafinada e de repente afina. Uma vez, na Festa do Avante!, estava um som mau para mim, quer dizer, a guitarra estava desafinada e pensei: isto vai ser mau do princípio ao fim, porque a guitarra não afina. E passado um bocadinho ela começou a ajustar-se à temperatura, às pessoas, e afinou. O técnico de som estava espantado com aquilo. Em palco não temos muito tempo para afinar, podemos afinar mas o público fica parado a ver uma pessoa a afinar uma guitarra, é complicado.

Se não estiver afinada quando começa, não a afina?

Não mexo a não ser que se torne insuportável. Aí peço desculpa e tento afinar, mas é sempre doloroso para quem está a ouvir. Em palco, penso: Olha, pode ser que te aguentes - e ela às vezes corresponde, vai ao sítio, e isso é que é bonito.

É quase humano?

É mesmo isso.

A Luísa humaniza a guitarra, tem uma relação de amor e de expectativas.

É sempre uma história nova. Cada sala requer que nos adaptemos. O som de microfone uniformiza. Ela tem de sentir a sala e nós temos de lhe passar essa confiança; é uma coisa orgânica e sentimental ao mesmo tempo. Só quem está nesse papel é que percebe bem.

Está a lançar um novo disco, Mar Magalhães. Como apareceu?

Para fazer um disco, tenho de ter uma história para contar, essa é sempre a minha base. Se não, o que é que eu faço? Posso fazer uma série de músicas que sei que resultam bem, faço um CD e está tudo feito. Mas não é esse o meu percurso de vida. Quando faço um CD, faço um trabalho. E cada vez que termino esse trabalho, é o bater no chão, no fundo, e voltar ao início. É um renascimento. Tem sido sempre assim. Os outros trabalhos foram sempre construídos à volta de histórias. Nos primeiros, nos Meditherranios, foi uma ligação ao Magrebe, naquela altura em que andávamos - e continuamos - com o mundo às avessas. A guitarra fazia a ligação a esse mundo. Depois foi o mar Mediterrâneo com o Argvs. O Argos era o cão do Ulisses, achei a história muito bonita. Quando terminamos, fica a sensação de uma tela em branco, uma sensação horrível porque é o vazio. E agora o que se faz?

Vai fazer espectáculos com a música do CD? Convive assim com essa perda?

Essa bipolaridade é complicada de gerir. O Argvs saiu em 2014 e entrei na depressão de "o que é que eu vou fazer de seguida?" Por outro lado, tinha de tocar. Fui tocar a Sabrosa e o presidente da câmara, José Marques, falava com muito entusiasmo do Magalhães e do museu interativo de Sabrosa dedicado ao Magalhães. Quis ir ver. Todas as escolas vão e os miúdos estão lá horas porque é um desafio interativo, muito interessante. Eu também me sentei a ver a história do Magalhães, é tudo muito explícito. Vai para ali e tal, e a viagem e tal. E eu: olha, é isto mesmo. Larguei o Mediterrâneo que, infelizmente, é quase um cemitério, uma tristeza.

E foi dar a volta ao mundo?

Porque não? Foi aí que peguei na história do Magalhães. Com a guitarra a ir pontuando, com o sentimento que transmite, uma viagem, que para mim é fictícia mas foi realidade. E ir unindo, ir fazendo essas ligações.

No CD tem músicas compostas por Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros. Não compuseram para guitarra portuguesa. Como transpõe?

Neste CD tenho menos composições minhas e mais trabalho dos outros, mas o trabalho de passar para a guitarra portuguesa é quase uma composição nova. Todo o trabalho tem de ser feito com muito respeito pelos autores. Uma composição de Villa-Lobos ou de Manuel de Falla não se pode fazer de qualquer maneira. Tenho de ver as partituras, estudá-las - por acaso tinha estudado algumas daquelas no Conservatório. Não é fácil fazê-la soar bem, como se pudesse ter sido feita para guitarra portuguesa - esse tem de ser o objetivo final. Peguei noutras peças de Villa-Lobos e não resultavam, perdia a guitarra e perdia o Villa-Lobos e não há o direito de lhe fazer isso. Essas foram postas de lado.

Quanto tempo demorou?

Mais de um ano. Chegou a fase de gravação em estúdio. Estava tudo preparado com o Gonçalo Lopes (clarinete) - coitado do Gonçalo que se fartou de trabalhar - e a peça do Villa-Lobos não resultava. Ficava mal. Passei do clarinete para o piano e ficou muito bem. O Villa-Lobos também não deve ter ficado desagradado.

O pianista é Paulo Sérgio dos Santos. Já tinha trabalhado com ele?

Conheci-o na televisão quando fazia o programa Autor. Fui lá duas vezes e desafiei-o a fazermos uma música com o piano. Fiquei muito contente porque ele aceitou o desafio do CD. Ele é uma pessoa muito certa, trabalha com objetivos e com tudo muito claro. Não é de improvisos. E hoje toca mornas e milongas, a última coisa que devia esperar fazer na vida.

Tem no CD dois músicos de Cabo Verde. A Heloisa Monteiro, na guitarra clássica, é filha de um grande músico cabo-verdiano, o Jota Monte.
E no cavaquinho tem o John Mota, que acompanhou a nata da nata, desde a Cesária...

Ele é muito bom. A Heloisa também veio substituir o Gonçalo numa música que não resultava, neste caso uma música argentina. O Gonçalo acabou por ficar com as peças mais difíceis. Na América Latina passam a vida com a viola na mão, transformaram-na num instrumento popular. A Heloisa é uma grande música e professora, fez o Conservatório. Ela apanhou o que eu queria. Talvez o lado seu cabo-verdiano a tenha feito soltar com mais facilidade para aquele dançar de um tempo que não é tempo. O John traz o cavaquinho porque uma morna sem cavaquinho não é morna, não é a mesma coisa.
É um músico sólido, muito preciso em tudo o que faz, e dá-nos a segurança de tentar manter a morna num tempo regular. A tendência depois é começar a desbundar.

Como juntou a guitarra com o clarinete?

Esse trabalho começou logo em 2007-08 quando fiz os Meditherranios, um trabalho completamente diferente. Foi o meu grande trabalho porque apareci a tocar guitarra portuguesa compondo. Eu queria que tudo soasse de forma diferente da convencional, e daí ter um acompanhamento que não a viola. Estava a trabalhar com o Gonçalo e disse-lhe: "É este o som que me vai fazer o baixo contínuo de que preciso." A guitarra portuguesa é construída de médios agudos, é muito estridente, precisa dos graves. O Gonçalo dava-me essa segurança. Começou aí e nunca mais parou.

Nunca mais o clarinete e a guitarra portuguesa se largaram?

Não.

E tem a voz de Leonor Padinha.

A Canción del largo del olvido, uma milonga, tem a versão instrumental que passei para guitarra portuguesa e viola, e uma versão cantada. Fujo sempre do fado porque não é o meu mundo, estou mais ligada à canção de Coimbra. Ir buscar uma voz doutro registo puxava logo para o fado e eu não queria.
A Leonor é filha de um casal de amigos meus e trabalha noutra área, mas tem uma voz bonita e fresca. Achei que ficava bem.

Vai ter um concerto no Museu do Oriente na próxima sexta-feira. E na quinta-feira passada tocou numa comemoração do quinto centenário de Fernão de Magalhães.

Foi uma coincidência. Decidi fazer esta história e depois reparei que calhava nos 500 anos da Viagem. Então associei-me porque o trajeto do Magalhães faz sentido neste trabalho.

Nasceu em Kinshasa mas não cresceu lá. Não se lembra de nada?

Nada. Era muito pequenina, tinha meses. Nasci na altura da independência e não tenho ideia nenhuma do que se passou. Nasci quase no meio de uma guerra civil muito complicada. Tenho uma grande mãe e um grande pai mas sobretudo uma grande mãe, que hoje me conta o que se passou. As mulheres dos portugueses, quando ouviam a horda de gente a entrar na cidade, recebiam instruções para não deixarem os filhos fazer barulho. É extraordinário, não é? Não sei com que marcas fiquei, mas continuei a ter uma mãe equilibrada. Aquilo dava desequilíbrio a qualquer um.

Quantos anos tem a sua mãe?

Noventa e três anos. Com uma cabecinha impecável, extraordinária.

Li numa entrevista sua que os seus pais queriam que tirasse o curso de Direito. A música impôs-se?

Infelizmente para eles.

Mas depois reconciliaram-se com a ideia, não?

Sim, mas foi complicado. O grande objetivo era que eu seguisse Direito. Estive na Universidade Católica, estaria a trabalhar para ser uma brilhante advogada. Fiquei com muitos amigos que são brilhantes advogados e excelentes amigos, ganhei isso, mas depois acabou o Direito e continuei com a música.

Fez o Conservatório?

Sim. Depois comecei a tocar com o Carlos Paredes e já não fiz os 7ºs e 8ºs anos. Depois foi andar pelo mundo e descobri-lo.

Esses anos em que tocou com o Carlos Paredes foram a loucura, não? Em termos de viagens, de aprendizagem...

Tudo, sim. Estamos a falar do Carlos Paredes, que é uma pessoa rara e única em relação à qual havia sempre uma grande boa vontade. Em miúda acompanhei o que havia de melhor em cada país com as melhores pessoas e os melhores palcos. Todos davam o melhor ao Carlos Paredes. Isso é extraordinário para quem quer beber tudo e aprender. Aprendi muito. Na vida cruzamo-nos com mestres, se temos essa sorte, e no Carlos Paredes conheci um grande mestre. E depois conheci também uma grande mestra que era a María Luisa Anido, argentina, com quem estudei em Barcelona. Eu era bastante mais nova e ela ensinou-me a técnica das milongas. Eu pensava: estou cá para estudar técnica e ela vem-me com as milongas? E o Carlos Paredes, outro sábio, disse-me: "Hoje podes não perceber, mas deixa estar que um dia as milongas podem ser-te úteis." E aqui estou eu a trabalhar com milongas.

Deu a volta ao mundo e voltou à milonga.

Foi uma viagem de vida que tive a sorte de fazer, privilégio meu, com gente extraordinária.

Presumo que sentiu necessidade de se afirmar como uma música de corpo inteiro. De não ser a pessoa que acompanhava o Carlos Paredes.

A determinada altura houve muitas críticas à minha volta. Foi um bocado doloroso, complicado de gerir, mas trouxe um lado bom, como tudo. É assim que temos de ver as coisas. Obrigou-me a lutar em vez de ficar quietinha e sossegadinha. Fez-me ir ao fundo do poço e começar a compor: "Sou capaz e vou fazer algo completamente diferente, porque Paredes é Paredes e ninguém toca como ele." Ou era uma imitação ou era fado, que não faço. A coisa morreria ali e eu com a coisa.

Tinha estudado composição?

Sim, no Conservatório. A guitarra portuguesa é um instrumento muito irracional. Não vou explicar porquê, porque é cansativo, mas não tem as regras de um instrumento normal, na questão de fazer escalas e tudo isso. O Carlos Paredes dizia que era um instrumento muito adaptado à maneira de ser do português. Eu concordo.

Desenrascado?

Exato.

Tanto que quando está desafinado se adapta à sala?

Ali dois e dois não são quatro. Tive de aprender mais de guitarra portuguesa e esquecer mais do que se aprende de composição porque as coisas não batem certo. Há regras base, quando se faz acordes e harmonias, isso não pode estar muito longe da realidade. Mas depois há coisas das quais temos de soltar-nos se queremos dar voz à guitarra portuguesa. Tem sido uma descoberta. O Magalhães foi dar a volta ao mundo e descobriu-o. Coitado, depois morreu. Espero que isso não me aconteça, mas isto é uma viagem onde vamos descobrindo outras coisas com um instrumento raro e único. Um italiano dizia-me com muita graça: o alaúde árabe é o instrumento rei e quando está em palco seca tudo, mas a guitarra portuguesa não, ela funde-se. Liga-se perfeitamente com as outras culturas, as outras gentes, as outras vozes. Felizmente esse foi o instrumento que agarrei e não fui para o alaúde árabe.

Fisicamente, é uma espécie de abraço. Há um lado sensual?

Pode haver. Depende da interpretação, da pessoa, e depende da forma como a pessoa se liga ao instrumento. A minha mestra, a María Luisa Anido, dizia-me: "Nunca te esqueças que a guitarra é o único instrumento que está junto ao coração. Isto diz tudo. Pode haver um lado sensual. Muita gente dizia isso em relação à guitarra do Carlos Paredes. Também era a sonoridade, a envolvência tímbrica que ele procurava, mas há este ligar. É quase um pacto de sangue. Quando entramos em conflito porque a guitarra não faz o que nós queremos nem nós fazemos o que ela quer, vem-me sempre esta imagem da María Luisa e talvez, para mim, seja esse o lado afetivo."

No concerto do Museu do Oriente, vai ter os mesmos músicos em palco?

Vão ser os mesmos músicos e mais um.

Mais um?

A nossa surpresa, António Bagão Félix.

Ele vai tocar?

Vai tocar.

Vai tocar o quê?

Ai, isso é surpresa.

E também não pode dizer se ele vai tocar o concerto todo?

Ele vai estar praticamente o concerto todo em palco e no final, isso posso revelar, vai estar a tocar a morna. Um homem das matemáticas vai estar a tocar uma morna. É um desafio muito grande. Ele está a levar isto a sério e com uma enorme humildade e respeito, uma coisa que nós todos temos apreciado. E há o esforço e o empenho que ele tem tido. Vai ser muito bonito.

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