Premium Greve no Instituto de Medicina Legal. "60% do trabalho é feito por empresas de prestação de serviços"

Os médicos do Instituto de Medicina Legal estão em greve na quarta e na quinta-feira. Pedem igualdade na carreira médica, contratação e progressão de profissionais e aposta na formação.

Os cadáveres não ficam por autopsiar. As avaliações às vitimas de violência sexual ou doméstica não ficam por fazer. Nem as perícias relacionadas com acidentes de trabalho e de viação. Apesar do número reduzido de profissionais que trabalham neste momento no Instituto de Medicina Legal, em Lisboa, o trabalho - com uma forte ligação à justiça - é imprescindível e continua a ser realizado, mesmo que por prestadores de serviços. Fica prejudicada a qualidade e a renovação da profissão, afirmam os sindicatos dos médicos.

Por isso, na quarta e na quinta-feira, os profissionais convocaram, pela primeira vez, uma paralisação desta especialidade. "É uma greve histórica", explica o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha. "É preciso garantir o Instituto de Medicina Legal na esfera pública, independente e fortalecido. E nos últimos anos temos assistido a um desinvestimento no instituto de tal forma que neste momento mais de 60% do trabalho é feito por empresas de prestação de serviços."

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