Premium Partidos querem controlar o passado dos seus candidatos

Verificar as vidas dos políticos e candidatos, no passado, é como os partidos podem defender-se de posteriores casos de conflitos de interesses ou escândalos. Por agora, os principais partidos não têm nenhum método para conhecer o passado dos seus candidatos. Mas querem ter.

OCiudadanos, em Espanha, contratou uma "agência de inteligência privada" para investigar o passado dos seus candidatos. Barack Obama, quando era presidente dos EUA, obrigava os seus nomeados a responder a um inquérito de 63 perguntas. Emmanuel Macron dispõe de uma equipa que faz a verificação curricular de todos os possíveis membros da sua força política. Em Portugal, oficialmente, nenhum dos partidos parlamentares faz nada de parecido. E isso pode ser um problema.

É uma falha, considera Nuno Garoupa, professor na George Mason University, para quem é "absolutamente inexplicável que não seja feito" qualquer escrutínio dos candidatos. A verificação do percurso passado de deputados, ministros, autarcas, nomeados para cargos públicos, "é uma boa medida", acrescenta Luís de Sousa, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, especialista nos efeitos da corrupção sobre o sistema político.

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