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Educação

Portugal perdeu quase nove mil escolas públicas desde o início do milénio

Foram as instituições do 1.º ciclo as mais afetadas. A reorganização da rede escolar, durante o governo de José Sócrates, distanciou as aldeias dos centros urbanos e justificou o fecho de escolas. Mas foi a taxa de natalidade o que mais influenciou o cenário atual, diz a tutela.

Do ensino pré-escolar ao secundário, desde o ano 2000, desapareceram 8697 estabelecimentos de ensino público em Portugal, numa linha cronológica que não tem parado de decrescer desde então. De 14 533 passaram para 5836. Os dados são do relatório Educação em Números 2019, da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. O Ministério da Educação justifica o cenário com as recorrentes quebras na taxa de natalidade, embora os diretores garantam que é também fruto de duas principais políticas educativas do governo de José Sócrates.

Foi entre os anos letivos de 2005-06 e 2006-07 que o número de escolas mais decresceu no país. Neste período, 1615 escolas públicas fecharam - ainda José Sócrates era primeiro-ministro e Maria de Lurdes Rodrigues ministra da Educação. A partir deste período, a quantidade de encerramentos registados nunca chegou aos milhares, embora tenha continuado.

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