Premium

ensino profissional

Não Desistas de Ti. Os alunos do profissional fazem bem em seguir para o superior?

Os exames nacionais inibem a maioria dos alunos do profissional de candidatar-se ao ensino superior, mas uma campanha com o apoio do governo quer inverter a situação. Para o presidente da Anespo, tal deve-se ao preconceito que ainda predomina sobre o profissional.

Não valia a pena esperar mais. Eduardo já há muito que sabia exatamente a profissão que queria seguir: informática. Viu no ensino profissional uma forma de adiantar esse sonho, mas a forma como está estruturado o sistema de ensino português tornou-lhe o caminho mais difícil do que para qualquer aluno do ensino científico-humanístico, o secundário regular. A história repete-se no percurso de milhares de jovens. Fruto do "preconceito" que existe em torno deste tipo de ensino e que "começou quando foi inserido de forma abrupta" nas escolas secundárias, alerta Joaquim Azevedo, investigador da Universidade Católica e membro do Conselho Nacional de Educação.

Preconceito que, diz Joaquim Azevedo, se reflete na campanha Não Desistas de Ti, criada pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), mas que é apoiada pelos ministérios da Educação e o do Ensino Superior. Uma iniciativa que visa a promoção do ingresso no ensino superior para estudantes dos cursos científico-humanísticos e profissionais. Algo que Joaquim Azevedo considera ser um sinal de desprezo perante a razão que levou à origem dos cursos profissionais: preparar jovens para o mercado de trabalho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.