Premium A grande viagem musical de Dino d'Santiago

Em Mundu Nôbu, o músico português de origem cabo-verdiana assina um dos discos que melhor resumem o espírito da nova Lisboa crioula, onde a mestiçagem, cultural ou simplesmente pessoal, se tornou norma para uma nova geração de artistas - os de cá, os que vêm de fora, os de fora que já são de cá, os de cá que estão lá fora.

"Venho de Longe, mas não sou estrangeiro/Fui para o Estrangeiro, mas não sou Estrangeiro." A frase, aqui traduzida do crioulo original com que é entoada, quase em forma de oração, abre o novo trabalho de Dino d'Santiago, dando o mote a Mundu Nôbu, um disco daqui e dali - ou antes, de todo o lado, tal como seu autor.

Claudino de Jesus Borges Pereira, mais conhecido como Dino d'Santiago, nasceu há 35 anos em Quarteira. Filho de pais cabo-verdianos cresceu entre dois mundos. "Sou algarvio, mas tenho essa raiz crioula através dos meus pais, que são naturais da ilha de Santiago. Falámos com os meus pais em português e eles respondiam em crioulo. Ainda hoje é assim e sempre todos nos entendemos", diz com um sorriso. Dino, entretanto, já viveu no Porto, tocou um pouco por todo o lado na Europa e desde há alguns anos que vive em Lisboa, o lugar que, sublinha, melhor resume o sentimento global deste disco.

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