Seguradores querem fundo prioritário no próximo governo

É urgente criar solução para "não correr atrás do prejuízo", alerta Galamba de Oliveira. Só 15% das casas estão seguras.

Mais de 20 mil mortos, 50 mil feridos e 100 mil desalojados. É a estimativa usada pelos especialistas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para dar ideia dos efeitos dramáticos de um sismo semelhante ao de 1755 acontecer hoje em Portugal. E se os efeitos se antecipam devastadores - sobretudo nas regiões dos Açores e do Algarve, onde as famílias estão mais desprotegidas -, a possibilidade de acontecer um grande terramoto é um problema bem real.

Um problema que José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, está empenhado em antecipar, tornando o Fundo Sísmico uma prioridade na próxima legislatura. "Este não é um tema das seguradoras, da banca, do LNEC ou da Proteção Civil. É um tema de sustentabilidade social, económica e financeira do país", resume.

Lisboa é a segunda cidade com maior risco sísmico na Europa, depois de Istambul, na Turquia. E com as alterações climáticas a desordenar estações, temperaturas e expectativas, as cada vez mais frequentes catástrofes naturais que se têm registado no país - os incêndios de Pedrógão e de Monchique ou a tempestade Leslie são exemplo - aumentam as probabilidades de fenómenos sérios e raros como grandes abalos acontecerem.

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