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Ensino Superior

Lisboa vai ter mais 186 camas já neste ano. Porto não vai ter nenhuma

Alojamento universitário continua a ser um problema com escassas soluções, um pouco por todo o país. Lisboa abre neste ano uma nova residência com cerca de duas centenas de camas, mas para já o Porto não entra nas contas do plano nacional. E há outros desafios para o próximo ano no ensino superior.

As vagas para este ano foram divulgadas, as candidaturas à primeira fase de acesso ao ensino superior já iniciaram e os próximos tempos avizinham-se caóticos quer em Lisboa quer no Porto, as duas cidades onde mais estudantes universitários se matriculam todos os anos. Milhares procuram anualmente quarto para arrendar, uma tarefa que tende a ser complicada, face à escassez de oportunidades em residências universitárias e aos elevados preços praticados nos alugueres. O ano letivo 2019-2020 arranca com boas notícias para a capital, mas não para o Porto.

Em Lisboa, onde atualmente há cerca de duas mil camas para estudantes universitários, a reitoria anunciou que serão disponibilizadas mais 186 já neste ano letivo, por consequência da abertura da nova Residência Universitária da Ajuda - que, numa segunda fase, prevê o alargamento para um total de 300 camas. Um número ainda assim baixo para responder às necessidades dos quase 30 mil deslocados que afluem à capital, uma vez que apenas 9,2% têm lugar em residências públicas, segundo um diagnóstico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.