Olivais intensivos aniquilam Biodiversidade, alerta cientista

O investigador José Alberto Pereira, que se dedica ao estudo dos olivais e das azeitonas, está preocupado com as explorações intensivas de olival no sul do País. E alerta: Os impactos são preocupantes na perda da biodiversidade e no reforço de resistência das pragas. Pior: por vezes, as plantas absorvem esses produtos nocivos e eles vão para as azeitonas - acabando nos nossos pratos.

José Alberto Pereira, engenheiro agrícola e coordenador do CIMO - Centro de Investigação de Montanha, acredita que a Natureza faz, mais ou menos, tudo certo. Se despendermos tempo a observá-la iremos aprender muito. E esta sua premissa, enquanto investigador, apresenta resultados são visíveis na conservação dos olivais tradicionais - e muitas vezes centenários - do norte e nordeste de Portugal.

A exploração sustentável do olival deve basear-se na produção de azeitona, mas não se esgota aí. As folhas da oliveira também podem - e devem ser - aproveitadas, porque têm um valor económico.

Em Trás-os-Montes e Vale do Côa, espalhadas nos olivais tradicionais, existem muitas oliveiras com centenas de anos. São monumentos naturais únicos, que podem ser visitados. Mas que também continuam a ser produtoras de azeite. Azeites únicos cuja composição os investigadores do CIMO têm estudado e ajudado a preservar.

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