Premium Dos samurais aos dramas intimistas, Kurosawa regressa ao grande ecrã

São sete obras - cinco delas inéditas nas salas portuguesas - de um dos mais importantes cineastas japoneses. O ciclo Akira Kurosawa arranca nesta quinta-feira no Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, e no Teatro Campo Alegre, no Porto.

Não há assim tantos realizadores que, em vida, tenham conjugado popularidade e reconhecimento da crítica em igual medida. Akira Kurosawa (1910-1998), a quem podemos chamar embaixador do cinema japonês, cineasta que venceu um Óscar, uma Palma de Ouro em Cannes e um Leão de Ouro em Veneza, é um desses nomes que, pela grandeza associada, projetam na mente imagens instantâneas, sejam as sobrancelhas franzidas de Toshiro Mifune ou as imponentes batalhas de Ran - Os Senhores da Guerra e Kagemusha, essas que, sem desprimor, arrumam a um canto Game of Thrones... É outra coisa.

Mas Kurosawa, pintor, amante da natureza e da literatura ocidental - de Shakespeare a Dostoievski - foi também um mestre a olhar o drama do homem moderno, num registo mais íntimo, e as contradições do próprio Japão. Na génese do humanismo do seu cinema está um desejo de libertar as amarras da educação feudal, que marcou a mentalidade nipónica, e de valorizar o indivíduo. É isso que os sete filmes do ciclo a chegar nesta quinta-feira (17 de setembro) às salas do Nimas e do Teatro Campo Alegre testemunham, arrancando com um dos seus títulos mais emblemáticos, Os Sete Samurais (1954), que mostra o recrutamento de antigos guerreiros por um grupo de camponeses lesados pelos ataques de bandidos que lhes roubam as colheitas.

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