Premium "Pessoa desentendido e caluniado. 'Branqueá-lo?' Não! Entendê-lo!"

Teresa Rita Lopes, investigadora e profunda conhecedora da obra de Fernando Pessoa, explica porque Fernando Pessoa não é racista nem esclavagista, após uma polémica baseada em "inverdades".

Teresa Rita Lopes é uma das maiores conhecedoras da obra do poeta português. Doutorou-se em Paris com uma tese sobre Fernando Pessoa e grande parte da sua vida de investigação tem-lhe sido dedicada. Num artigo para o DN, a investigadora refuta com vários argumentos as acusações de que o poeta era racista e esclavagista, no seguimento de uma polémica que começou com a possibilidade de se dar o nome do poeta a um programa de intercâmbio académico entre os países da CPLP. Escolha que não reuniu o consenso de todos, designadamente em Angola. O jornal cabo-verdiano Expresso das Ilhas destacou a notícia das palavras de Luzia Moniz, proferidas na Assembleia da República em Lisboa, e questionou a posição das autoridades em Cabo Verde. Estava lançada uma polémica... sem razão de ser como esclarece Teresa Rita Lopes no artigo que se segue.

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Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.