Premium Nova greve de guardas deixa presos 22 horas por dia nas celas

A partir de quarta-feira (dia 16) há uma nova paralisação nas cadeias nacionais. Até 3 de fevereiro os guardas voltam à luta pela revisão do seu estatuto e atualização da tabela de vencimentos. Presos ficam com uma hora de visita por semana e vão faltar a tribunal e trabalho.

Uma hora ao ar livre, falta ao trabalho e a sessões nos tribunais e uma visita dos familiares por semana em vez de duas. Esta vai voltar a ser a rotina dos presos a partir de 16 de janeiro quando os guardas prisionais iniciarem o primeiro período de greve de 2019. A paralisação decretada pelo Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) vai durar até 3 de fevereiro. E não está afastada a hipótese de serem marcadas novas datas de protesto.

São 19 dias em que o ambiente dentro das 49 prisões nacionais - onde estavam a 31 de dezembro 12 739 reclusos, 815 deles mulheres - pode voltar a ficar carregado e propício a demonstrações de revolta dos presos como aconteceu em diversas cadeias durante o mês de dezembro do ano passado, período em que se cumpriram vários dias de greve dos guardas.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.