Premium Homicídio no Seixal: "Sociedade só teria a ganhar com a realização de uma autópsia psicológica"

Ex-presidente do Instituto de Medicina Legal defende que este tipo de método é "relevante" em casos pontuais, como o que envolveu Pedro Henriques. Em Portugal, é raro o uso deste método que nasceu nos EUA, na década de 1970.

Aos 39 anos, Pedro Henriques matou a sogra, a filha de dois anos e meio e, depois, suicidou-se. O crime ocorreu na Amora, no Seixal, e chocou a sociedade portuguesa, no início do mês de fevereiro de 2019. Era o décimo caso de violência doméstica desde o início do ano. Psicólogos forenses e psiquiatras traçaram-lhe de imediato o perfil psicológico, tal foi o "ato grave" e "dramático" que protagonizou.

"Um homem marcado por pensamento paranoico", com uma "dor mental medonha" e "mente muito perturbada." Mas o que terá feito com que este homem mudasse o seu comportamento, já que antes se manifestava estável? Terá dado sinais de alguma patologia psiquiátrica que até então não tinha sido diagnosticada? Estaria a viver um processo de depressão profunda e ninguém se apercebeu? Tudo questões que muitos pensariam que, agora, já não teriam resposta, mas há especialistas que defendem que uma autópsia psicológica poderia ajudar a construir o puzzle da vida deste homem, que vivia "em guerra aberta" com a ex-mulher, Sandra Cabrita, na disputa pela guarda da filha, com os próprios pais, que iriam a tribunal testemunhar a favor da nora, e com ele próprio.

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