Premium Hong Kong. Protestos históricos adiam controversa lei da extradição

Há cinco anos, Hong Kong viveu a revolta dos guarda-chuvas, um movimento que exigia o sufrágio universal na escolha do líder do governo. Agora a antiga colónia britânica revolta-se contra uma lei que coloca os cidadãos à mercê da justiça de Pequim.

Um crime ocorrido em Taipé, em fevereiro do ano passado, desencadeou uma proposta de lei sobre a extradição e em consequência a maior revolta contra a administração de Hong Kong.

Hong Kong viveu na quarta-feira o segundo capítulo do mais grave confronto político desde a sua transferência para a China, em 1997, com a polícia a disparar balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogéneo contra manifestantes que bloqueavam as principais artérias. Dezenas de milhares de manifestantes, a maioria constituída por jovens vestidos de preto, com máscaras cirúrgicas e óculos de proteção, voltaram às ruas depois do primeiro protesto de domingo, que terá juntado um milhão de pessoas, para rejeitar um projeto de lei do governo que permite a extradição para a China continental.

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