Premium "Um país às direitas significa um país de contas certas"

Bruno Ferreira Costa foi militante do PSD, mas saiu há cinco anos, desiludido. Encontrou agora no Aliança, que começa hoje o seu congresso fundador em Évora, nova razão de voltar à política. Santana confiou-lhe o programa do novo partido. Em entrevista ao DN, o professor universitário garante que a futura força de André Ventura, o Chega, não é compatível com os valores democráticos e a frente de direita que querem ajudar a construir.

É a primeira vez que milita num partido? Porque aderiu ao Aliança?

Fui militante do PSD durante dez anos, até 2013. Portanto, a minha saída do PSD não coincide com a criação deste partido. Foi há cinco anos, agora senti necessidade de voltar a dar a cara e a considerar que era um bom momento para isso. Tendo em conta o projeto [do Aliança] que foi apresentado, a Declaração de Princípios que foi logo lançada, senti necessidade de nesta fase voltar à política que digo que é a primeira vez ativa, porque fui apenas militante de base. Era militante de Vila Nova de Gaia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.