Premium "Um país às direitas significa um país de contas certas"

Bruno Ferreira Costa foi militante do PSD, mas saiu há cinco anos, desiludido. Encontrou agora no Aliança, que começa hoje o seu congresso fundador em Évora, nova razão de voltar à política. Santana confiou-lhe o programa do novo partido. Em entrevista ao DN, o professor universitário garante que a futura força de André Ventura, o Chega, não é compatível com os valores democráticos e a frente de direita que querem ajudar a construir.

É a primeira vez que milita num partido? Porque aderiu ao Aliança?

Fui militante do PSD durante dez anos, até 2013. Portanto, a minha saída do PSD não coincide com a criação deste partido. Foi há cinco anos, agora senti necessidade de voltar a dar a cara e a considerar que era um bom momento para isso. Tendo em conta o projeto [do Aliança] que foi apresentado, a Declaração de Princípios que foi logo lançada, senti necessidade de nesta fase voltar à política que digo que é a primeira vez ativa, porque fui apenas militante de base. Era militante de Vila Nova de Gaia.

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Pedro Lains

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Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.