Premium No tempo da família nada se perde, tudo se concilia e tudo se constrói

Poucos valores têm permanecido imutáveis ao longo da evolução da humanidade. A evolução da própria racionalização da contagem do tempo é espelho disso. Aliás, a par da noção de tempo, as próprias noções de família, de parentalidade e de género têm ganho novas dimensões. As civilizações do mundo, desde a antiguidade ao tempo presente, convencionaram diversas conceções do tempo e das suas valências. No entanto, todas tiveram, frequentemente, sempre um objetivo comum - a racionalização tendo em vista uma organização instituída, quer laboral, quer defensiva, quer social ou até no âmbito das relações de poder. De fora ficava, por regra, o tempo dos afetos e da família.

Historicamente, a luta das mulheres por uma cidadania plena teve efeitos também na aceção que fazemos globalmente do tempo. Não de uma forma quantitativa, obviamente, mas qualitativa. Com a luta por uma efetiva igualdade entre homens e mulheres, a responsabilidade do tempo passado em família deixou de ser exclusiva da esfera da mulher e passou a ser algo independente do género.

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