Premium Família trava transladação de Soares para o Panteão

Mário Soares morreu a 7 de janeiro de 2017 e um ano depois surgiu no Parlamento, por iniciativa de um deputado do PS, a ideia de transladar os seus restos mortais para o Panteão. O mesmo PS prepara-se agora para travar o processo.

O PS vai recuar na intenção de transladar Mário Soares para o Panteão Nacional. Dois diplomas aguardam agendamento no Parlamento e assim ficarão, naquilo que constituirá objetivamente um veto de gaveta. A ideia já tinha merecido apoio do Presidente da República. E na sequência dela o PSD propôs o mesmo para Francisco Sá Carneiro, o que Marcelo Rebelo de Sousa também apoiou.

Um dos diplomas é um projeto de resolução que tem como primeiro subscritor o deputado socialista Júlio Miranda Calha e pelo qual se determina a "concessão de honras do Panteão Nacional ao Presidente Mário Soares". A seguir à assinatura de Miranda Calha - um dos dois sobreviventes da Constituinte ainda em funções na Assembleia da República (o outro é Jerónimo de Sousa) - constam as de outros deputados do PS (Sérgio Sousa Pinto, Bacelar de Vasconcelos ou o próprio Carlos César, por exemplo), mas também do PSD, começando pela do atual líder da bancada, Fernando Negrão.

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