A escola mudou, mas a lei não. Número de psicólogos "continua insuficiente"
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A escola mudou, mas a lei não. Número de psicólogos "continua insuficiente"

Desde 1991 que a lei sobre a presença de psicologia nas escolas está intacta, não prevendo a sua obrigatoriedade, mas no ambiente escolar "tudo mudou", alerta o Sindicato Nacional de Psicólogos. A Ordem estima que faltem mais de 500 profissionais nos estabelecimentos de ensino público.

Há uma escola antes da escolaridade se ter tornado obrigatória em Portugal e uma outra escola depois deste marco. "Tudo mudou", lembra ao DN Marta Almeida, da direção do Sindicato Nacional de Psicólogos (SNP). Nunca se falou tanto em indisciplina e violência em ambiente escolar, ainda que "os dados cientificamente objetivos não indiquem um aumento" destes casos. Atualmente, há 1200 psicólogos nas escolas, número que aumentou em 50% desde o ano letivo 2015-2016, "atingindo neste ano o valor mais elevado desde que existem psicólogos nas nossas escolas", contabiliza o Ministério da Educação - não especificando quantos destes são efetivos. Contudo, a psicóloga Marta Almeida alerta: "Continua a ser insuficiente."

O ano que agora terminou ficou marcado por vários casos de agressões, como o aluno de 14 anos em Linda-a-Velha que agrediu à cabeçada a professora, a que foi atacada à porta da escola no Porto ou até mesmo o estudante de 12 anos que pontapeou um docente. A discussão estava aberta. O Ministério da Educação diz tratarem-se de "casos pontuais", mas o Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) está preocupado com o ambiente que se vive nas escolas. Em outubro, convocou inclusive duas semanas de greve contra a violência nas escolas, levando o governo a admitir tornar as agressões a professores um crime público.

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