Premium A década em que Portugal deu a volta à economia mas não à crise de bebés

A Pordata surgiu há dez anos, quando Portugal estava em crise e chamou a troika. Tanta coisa aconteceu neste período: o país está cada vez mais envelhecido e o interior desertificado, apesar de algumas melhorias económicas.

Há dez anos Portugal entrava num ciclo de crise económica e teve de pedir ajuda externa. Em 2011 inicia-se o período de intervenção da troika, que terminou em 2014. Entretanto os portugueses perderam empregos, poder de compra, mais pessoas saíram do país do que as que entraram. É neste cenário que surge a Pordata, a base de dados estatísticos que depois do período de recessão em Portugal acompanhou nos últimos anos a recuperação económica, a diminuição do desemprego e a chegada de mais imigrantes. Mas ao fim de uma década continua a haver poucos bebés no país e há cada vez mais crianças portuguesas a nascer no estrangeiro. A população continua a decrescer e a envelhecer. Porquê?

"Há um conjunto de condições estruturais que não mudaram nestes dez anos, não há mais apoios sociais, não há uma conciliação entre a vida familiar e profissional, não há salários mais altos. Isso não mudou", explica Pedro Góis, sociólogo e um dos convidados da primeira conferência que assinala os 10 anos da Pordata no dia 12, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

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