Premium Tancos e a degradação das instituições

Um assalto a um paiol que estava guardado como se lá estivesse papelada inútil; responsáveis que desconheciam o inventário; um chefe do Estado-Maior do Exército que não percebe que foi no turno dele que tudo aconteceu; um ministro que diz graçolas do género "nem sei se houve assalto"; agentes de autoridade que acham que ter um mandato lhes permite definir a cada momento o que é o interesse nacional; e gente que mente com quantos dentes tem na boca.

A história parece complicada, mas não é. Também podia ser um conjunto de acontecimentos excecionais, mas tudo indica que também não é o caso. O que temos perante nós é um sinal avançado de uma perigosa degradação de algumas instituições.

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Pedro Lains

Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.