Há mais de cem escolas que ainda vendem chocolates e refrigerantes
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Há mais de cem escolas que ainda vendem chocolates e refrigerantes

Chocolates, bolos, refrigerantes, bolachas e até enchidos. Desde o dia 1 de janeiro de 2020, mais de uma centena de escolas públicas estabeleceram contratos para a aquisição de produtos que a DGS e a DGE pediram para ser evitados nas escolas. A luta faz-se na sala de aula.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Direção-Geral da Educação (DGE) desaconselham, mas as escolas continuam a vender alimentos que deveriam evitar. Em 2012, ambas as entidades uniram-se para criar um documento orientador sobre o procedimento que os estabelecimentos de ensino deveriam ter face à oferta alimentar que apresentam aos seus alunos. Passada quase uma década, as recomendações parecem estar a ser ignoradas: desde o dia 1 de janeiro deste ano, registaram-se no Portal Base (o portal da contratação pública) mais de uma centena de contratos entre escolas e empresas para aquisição de produtos alimentares que deveriam evitar. Pedem o fornecimento de bolos, bolachas, chocolates, gelados, refrigerantes e, para o prato, até enchidos. A obesidade em Portugal está a diminuir, mas continua a ser das mais altas da Europa.

Uma vez que "o buffet escolar constitui um serviço complementar ao refeitório, de fornecimento de refeições intercalares aos alunos e restante comunidade educativa, deve observar os princípios de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde", lê-se no documento. Logo a seguir, uma longa lista, em que a DGS e a DGE nomeiam os alimentos recomendados, aqueles a limitar e outros a evitar.

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