Premium Uma estrada universal para a felicidade

Não sou pessimista se afirmar que vivemos tempos de inquietação. À semelhança do que acontece com as alterações climáticas, em que começa a haver uma consciencialização súbita de que estas serão, afinal, bastante mais próximas, também a nossa perceção do potencial perigo das atuais convulsões do mundo para a democracia e as liberdades ganha contornos mais nítidos. Essa inquietação não é necessariamente má. Se lhe conseguirmos consignar o escopo de contribuir para a reflexão coletiva, já terá tido utilidade.

O exemplo prático e mais recente dessas convulsões é, quanto a mim, a marcha dos migrantes hondurenhos, considerada já por muitos a maior marcha de migrantes registada. Enquanto pais, seres humanos e até enquanto portugueses conscientes da nossa diáspora e da nossa tradição de demandar mundo em busca de vida melhor, poucos ficarão indiferentes aos pais que carregam filhos em busca de uma felicidade que, para demasiados, será eternamente apenas a do momento em que sonham. Numa nota de otimismo, acredito ainda que esta capacidade de não ficarmos indiferentes e criar empatia coletiva com a dor alheia pode fazer a diferença e constituir esperança.

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