Premium O que dizemos ao Deus do fim?

Com a sua última temporada a meio caminho do fim, já é claro que A Guerra dos Tronos vai deixar metade das suas promessas por cumprir e metade do seu público insatisfeito, uma consequência inevitável de querer terminar o que quer que seja.

Mais ou menos desde o início que os finais são problemáticos. Os criadores de ficções - tal como fumadores, amantes e jogadores de casino - sentem uma ansiedade constante sobre como e quando parar.

Durante muito tempo, os finais consistiam apenas numa distribuição de dividendos: heróis premiados, vilões punidos, intrigas expostas, obstáculos ultrapassados, lições aprendidas. As comédias acabavam quando alguém se casava, as tragédias quando alguém morria. Esta divisão utilitária prosseguiu durante a era de ouro do romance realista, o séc. XIX, onde as Lizzie Bennets ficavam com os seus Mr. Darcys e as Annas Kareninas com os seus carris de ferrovia.

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