Premium Ucraniano morto. PJ investiga participação de mais inspetores do SEF, enfermeiros, médicos e seguranças

O SEF demorou mais de três horas a comunicar ao MP a morte do cidadão ucraniano nas suas instalações do aeroporto. E levou seis dias a informar a Inspeção-Geral da Administração Interna

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar outros inspetores do SEF, enfermeiros, médicos e seguranças que estiveram com o cidadão ucraniano depois de este ter sido violentamente agredido até à morte, no passado dia 12 de março, no aeroporto de Lisboa. Nesta semana foram detidos pela PJ três inspetores do SEF suspeitos do homicídio e, perante os indícios apresentados pelo Ministério Público (MP), foi-lhes decretada prisão preventiva domiciliária. Nesta sexta-feira, numa entrevista à Rádio Renascença, o primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se "chocado" com o caso.

De acordo com fontes que estão a acompanhar a investigação judicial, nas próximas semanas poderão também ser constituídas arguidas outras pessoas por omissão de auxílio e/ou por denegação de justiça e falsificação de documentos. Conforme o DN já noticiou, Ihor (o nome lê-se Igor) terá sido espancado pelos três inspetores detidos entre as 8.15 e as 8.35 - 20 minutos - do dia 12 de março, tendo a sua morte sido declarada pelas 18.40. Durante essas quase dez horas, com várias costelas partidas que o impediam de respirar, além de vários hematomas no rosto e corpo, Ihor agonizou até asfixiar, segundo o médico legista.

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