Premium Alunos sem professores obrigados a horário extra para ter avaliação

Ainda há escolas que se debatem com a falta de professores, influenciando a existência de momentos de avaliação para os alunos. Alargar o horário dos docentes e dos estudantes pode ser uma solução, alterando a dinâmica de inúmeras famílias. Em último caso, terão de recorrer a passagens administrativas.

Cinco meses passados desde o arranque do ano letivo, ainda há turmas sem professores. As queixas vão chegando, semana após semana, ao Portal da Queixa, relatando meses sem soluções para esta falha, quer por parte da escola quer por parte do Ministério da Educação (ME). Sem aulas, as escolas debatem-se com respostas para avaliar os seus alunos, principalmente aqueles que se encontram em anos de exames nacionais. A solução passa por pedir horas extraordinárias a docentes que se mostrem disponíveis para lecionarem turmas com disciplinas em falta e esticar o horário diário dos alunos, dizem diretores. Em casos extremos, por passagens administrativas.

A lei prevê que haja, no mínimo, dois momentos de avaliação por ano, distribuídos por qualquer período (no caso das escolas que apliquem o sistema por períodos e não semestres). "Admito que, no caso dos alunos que não tiveram aulas no 1.º período, não foram ainda avaliados e, por isso, terão de ter avaliação nos dois restantes", explica o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

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