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20 anos sem Casal Ventoso

Os clubes que salvavam vidas ruíram com o bairro

Pouco sobra dos seis clubes de futebol que existiam no Casal Ventoso. As boias de salvação dos miúdos não resistiram ao realojamento. Nas ruínas da encosta, perdeu-se a identidade de um bairro. Segundo capítulo de uma série de três reportagens.

"Aquilo era a cidade do futebol", lembra António Santos, 53 anos, nascido e crescido no Casal Ventoso, agora residente no Ceuta Sul, um dos três bairros que acolheu os antigos moradores do conhecido "hipermercado da droga".

Quase todos os domingos, a terra batida do "campo da lixívia", como apelidavam, era palco de um jogo de rivais. Uma bola, sete ou onze jogadores de cada lado e o bairro inteiro a olhá-los a céu aberto, mesmo sem bancada. Era como jogar ou assistir a um dérbi.

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Daniel Deusdado

"Petróleo, não!" Nesta semana já estivemos perto

1. Uma coisa é termos uma vaga ideia de quão estupidamente dependemos dos combustíveis fósseis. Outra, vivê-la em concreto. Obrigado aos grevistas. A memória perdida sobre o "petróleo" voltou. Ficou a nu que temos de fugir dos senhores feudais do Médio Oriente, das oligopolísticas, campanhas energéticas com preços afinados ao milésimo de euro e, finalmente, deste tipo de sindicatos e associações patronais com um poder absolutamente desproporcionado.