Premium Ser jovem na CPLP e no mundo

Qualquer definição do conceito de "juventude" ou de "jovem" acarreta o perigo da conclusão de que a única característica irrefutável que lhe podemos atribuir é a transitoriedade. Aliás, o mundo consumista em que vivemos tenta, por vezes até ao sacrifício, incutir-nos a obrigatoriedade de esconder qualquer vestígio de que a juventude passou... Em linha com as várias definições científicas, sociológicas e académicas, é libertador ultrapassar esse conceito artificial da mera constatação de que ser jovem é algo que começamos por ser numa determinada altura da nossa vida, para noutra o deixarmos de ser. Útil, mesmo, é a constatação de que o início da estabilização da identidade e das noções de tolerância, pertença e partilha culturais se dá na juventude.

Ser jovem, como fase de descoberta e de busca de identidade, significa sempre ter direitos. Concretizar esses direitos, transversais a áreas como a saúde, a formação, a literacia e a integração social em contexto de inclusão e igualdade, permite aos jovens fazer face às mudanças que o mundo atravessa, com ênfase nas alterações climáticas, na degradação do meio ambiente, na desestruturação a nível de valores e não só. Fundamental, simultaneamente, é permitir-lhes o direito de participar na tomada de decisões, inclusivamente políticas, como forma de aprender a compreender, pela prática, o que é de facto a cidadania.

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