Premium "Abri caminho para as mulheres entrarem na Força Aérea." A história de Alice Pereira

A presença de mulheres nas forças armadas é, agora, uma situação comum. Mas em 1972, a então aspirante Alice Pereira deu os primeiros passos numa carreira em que teve um papel importante para essa abertura ao representar Portugal ao mais alto nível.

"Muito satisfeita. Orgulhosa de ter sido mulher militar. De ter ajudado a abrir a porta para que as mulheres pudessem ser militares". Maria Alice dos Santos Dias Pereira tem um sorriso largo, bem-disposto, fala da sua história deixando transparecer o orgulho de uma vida militar - gosto que lhe terá sido "transmitido" por um tio-avô numa época da história de Portugal em que a entrada de mulheres nas forças armadas não era uma miragem, antes uma situação inconcebível.

E é de história que a tenente-coronel Alice Pereira vai falando: da sua que, afinal, se confunde com as mudanças na Força Aérea até ao momento em que a presença de mulheres nas Forças Armadas se tornou uma situação normal. São cerca de 10% do total de efetivo militar (30 mil), como é referido num documento do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) - "Desigualdades Sociais, Portugal e a Europa", publicado em 2018.

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