Raios x setorial. Mobiliário diminui exportações e quotas mundiais

Neste décimo segundo painel da nova ​​​​​​​rúbrica de análise, com o apoio da informação Iberinform, forças e fraquezas do setor do mobiliário.

No atual contexto económico, uma análise flash aos principais setores de atividade da economia, focando ameaças, oportunidades, fraquezas e forças, apontando tendências. Retrata o desempenho de 2020 face a 2019.

No diagnóstico, os pontos fracos e ameaças, no mobiliário, manifestam-se numa quebra das exportações de -14,3% em 2020, com diminuição da sua quota mundial de 0,86% para 0,74%. O volume de negócios diminuiu -6,7% em 2020, mas no 2.º semestre houve um aumento de 4,9%.

O peso do mobiliário nas exportações de bens de Portugal diminuiu ligeiramente em 2020, para 3,2%, de 3,3% em 2019, com o superavite da balança comercial a baixar de 38,2% para 36,3% das exportações.

Nos pontos fortes e oportunidades, a taxa de margem de segurança de 7,4% em 2019 é superior à quebra do volume de negócios de -6,7% em 2020. O tempo de paralisação crítico de rutura de tesouraria de 2,4 meses (margem para uma variação de -19,7% do volume de negócios) é superior ao tempo de paralisação correspondente à quebra do volume de negócios de 0,8 meses, tendo no 2.º semestre de 2020 havido um tempo nulo de paralisação correspondente. Por outro lado, o risco financeiro era razoável antes da pandemia (2019), com o capital alheio remunerado a representar 3,2 anos de EBITDA recorrente extrapolado.

O mobiliário possui assim fatores favoráveis de resiliência, de resistência às ameaças.

As empresas com risco de incumprimento de pagamentos baixo representavam, no final de 2020, 42% do total das empresas.

No prognóstico, as potencialidades são as capacidades competitivas das empresas de mobiliário, a sua capacidade de resistência à pandemia, mas que tem sido prejudicada pela continuidade da mesma e de situações de confinamento na Europa, o seu principal mercado. As vulnerabilidades que se evidenciam são a continuidade da pandemia e das suas consequências face ao limite de resistência de muitas empresas, a dependência de matérias importadas, a concorrência de países com custos baixos de produção.

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