Miguel Belo de Carvalho: Crédito malparado "vai acontecer" mas "crescimento pode ser moderado"

Apesar de alertar para "mais problemas na capacidade das famílias e dos negócios", o administrador do banco Santander mantêm uma visão otimista de que, normalizando a atual conjuntura de inflação e juros elevados, o crescimento do crédito malparado pode ser moderado.

O crédito malparado, isto é, o montante que titulares de crédito não conseguem reembolsar a uma instituição financeira, "vai acontecer", mas "nada se comparado com os níveis registados na crise pandémica", disse esta quinta-feira o administrador do Santander Totta, Miguel Belo de Carvalho, durante a Money Conference, que reuniu os principais banqueiros do país.

Relativamente ao Santander, a taxa é moderada, situando-se atualmente nos 2%. "O nosso ponto de partida é robusto e temos vindo a tomar medidas", garantiu o administrador, acrescentando que, perante o cenário de risco, o banco está preparado para um agravamento e o seu modelo de negócio conseguirá "acomodar bem esta realidade".

O alerta foi deixado: "Vamos ter mais problemas na capacidade das famílias e dos negócios". Contudo, se houver uma "normalização daquilo que é a conjuntura macroeconómica (inflação, taxas de juro elevadas), o crescimento [do malparado] poderá ser moderado", afirmou o responsável.

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