Lucro da NOS sobe 7% nos nove primeiros meses do ano para 128,4 milhões de euros

Entre janeiro e setembro, as receitas consolidadas atingiram os 1123,5 milhões de euros, mais 7,5% do que no ano passado.

O lucro da NOS subiu 7% nos primeiros nove meses do ano, em termos homólogos, para 128,4 milhões de euros, anunciou esta segunda-feira a operadora de telecomunicações liderada por Miguel Almeida.

"O resultado líquido consolidado no terceiro trimestre registou 43,1 milhões de euros, não considerando as mais-valias registadas neste período, referentes à alienação de torres", valor que compara com 46,1 milhões de euros um ano antes, refere a NOS, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nos nove primeiros meses do ano, o lucro foi de 128,4 milhões de euros, mais 7% do que um ano antes.

Entre janeiro e setembro, as receitas consolidadas atingiram os 1.123,5 milhões de euros, mais 7,5% do que no ano passado, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 4,7% para 500 milhões de euros.

As receitas no terceiro trimestre atingiram 381,5 milhões de euros, uma subida de 4,1%, e um EBITDA de 177,8 milhões de euros, uma subida de 3,9%.

O EBITDA do segmento de telecomunicações cresceu 5,1% para 167,3 milhões de euros e o EBITDA de cinemas e audiovisuais registou 10,5 milhões de euros.

"Em termos de crescimento de serviços, o terceiro trimestre de 2022 foi o melhor desde o início do ano, com adições líquidas de 141,6 mil novos clientes, o total de serviços prestados pela NOS ascendeu a 10,665 milhões, mais 519 mil do que no final de setembro de 2021", refere a empresa.

Os serviços móveis "continuam a apresentar-se como o segmento de maior crescimento, com mais 113,3 mil subscritores entre julho e setembro, dos quais 107,2 mil pós-pagos", tendo este sido "o melhor trimestre desde 2015 em termos de clientes com esta modalidade de pagamento".

A NOS terminou setembro com "5,642 milhões de subscritores de serviços móveis, mais 8,3% do que no ano anterior".

"A aposta estratégica na construção e modernização das suas redes de comunicações, cuja excelência tem vindo a ser reconhecida por diversas entidades independentes e, nomeadamente, a aposta na rede 5G, a mais abrangente em Portugal que já cobre mais de 80% da população, têm constituído uma forte alavanca na atração e retenção de clientes", refere a operadora.

A base de clientes convergentes atingiu em setembro 1,071 milhões, num total de 5,539 milhões de serviços.

"Além do forte investimento na rede móvel, a NOS continua a investir nas suas redes Gigabit de nova geração, proporcionando um serviço de telecomunicações e entretenimento cada vez mais completo" e no final de setembro a rede de nova geração fixa cobria 5,217 milhões de casas, "mais 3,2% do que no ano anterior".

No final do terceiro trimestre, os serviços empresariais totalizavam 1,640 milhões, "mais 86 mil serviços do que no final do período homólogo de 2021".

Em termos de entretenimento, "o terceiro trimestre apresenta uma recuperação face ao trimestre homólogo de 2021, embora ainda não tenha atingido os níveis pré-pandemia".

Nos meses de julho, agosto e setembro, "a NOS vendeu 1,786 milhões de bilhetes, naquele que foi o melhor trimestre pós-pandémico, representando um crescimento de 43% face ao mesmo período de 2021".

O desempenho "supera os resultados do mercado como um todo, que apresentou um crescimento de 37% para 2,720 milhões de bilhetes", sendo que "na área de audiovisuais se regista uma recuperação na distribuição de filmes, segmento onde a NOS tem uma importante quota de mercado".

No terceiro trimestre, o investimento total, excluindo contratos de leasing, licenças de espectro e outros direitos contratuais, aumentou 9,3% para 120,2 milhões de euros.

Desde o início do ano, o investimento atingiu 364 milhões de euros, um crescimento de 17,5% face a 2021.

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