Lisboa pisca o olho a portugueses com ofertas em conta. Turismo investe 600 mil

Entidade Regional de Turismo desenvolveu pacotes a preços baixos para incentivar os portugueses e os residentes a visitarem e conhecerem a região.

A atividade turística neste ano de 2020 vai estar muito dependente do mercado interno. E é partindo desse principio que a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa decidiu lançar um programa de dinamização e captação do turismo interno, em que o investimento total pode chegar aos 600 mil euros. Na prática, trata-se de dois programas, um para quem não vive na região e outro para quem é residente, que vão estar em vigor durante os meses de julho, agosto e setembro.

Para quem não vive na região foram criadas ofertas, que incluem estadia. Neste âmbito, os pacotes incluem duas noites num hotel, para duas pessoas, um cartão Lisboa Card para cada pessoa (que permite circular gratuitamente durante um dia nos transportes públicos) e duas experiências para conhecer a região que podem ser: percurso de arte urbana, jantar numa casa de Fado, um passeio por Lisboa Antiga a Pé, um Passeio de barco para observação de golfinhos, visitar uma adega/ Enoturismo, passeios a Mafra, Cabo da Roca, Sintra e Cascais. Neste pacote, há três preços; vai desde os 160 euros para duas pessoas até aos 240 euros para duas pessoas.

Para os residentes na região, por 20 euros vai ser possível fazer um circuito guiado pela arte pública de impacto internacional no Bairro Padre Cruz e na Quinta do Mocho, descobrir segredos num passeio a pé com guia pela Lisboa Antiga, passear no Sado para ver os golfinhos, ou ir a uma adega em regiões como Palmela, Azeitão, Colares ou Bucelas. Além disso, é possível ir jantar e assistir a um espetáculo numa casa de Fados por 25 euros.

Ainda este mês vão chegar às televisões, e outros meios, campanhas para promover estas ofertas.

Vitor Costa, líder da ERTRL, explicou que este programa de dinamização nasce de "um trabalho em conjunto com as empresas no sentido de saber que propostas podemos fazer". E tem como objetivo, por um lado, aprofundar a relação dos turistas nacionais com a região, e por outro ajudar as empresas do setor neste "período difícil".

"Todos os esperamos que comece a haver alguma dinâmica na retoma, mas é uma retoma difícil e estamos todos à espera para perceber o que é vai acontecer, nomeadamente em julho, que retomam ligações aéreas", indicou o responsável. "A nossa região vive sobretudo dos mercados internacionais", o que representa algumas dificuldades, nomeadamente pela necessidade do transporte aéreo mas também porque é necessário que os clientes tenham confiança para viajar.

Neste contexto, o mercado interno assume uma especial importância. E por isso, a Entidade decidiu lançar este programa para tentar ajudar a minimizar o impacto da pandemia no setor.

O investimento total cifra-se, estima para já Vitor Costa, entre os 550 mil e 600 mil euros.

Deste valor, cerca de 300 mil euros vão ser canalizados para a campanha promocional, nos meios de comunicação e canais online. O remanescente será para ajudar as empresas, quer de animação turística, que vão levar a cabo os passeios, quer as casas de Fado, uma vez que os preços dos pacotes estão abaixo do habitualmente praticado. Quanto às expectativas para a procura por estes pacotes, Vítor Costa não se quis adiantar números.

Para adquirir as ofertas, os turistas têm de ir à página www.visitlisboa.com.

Expectativas para 2020

Vítor Costa considera que a evolução do resto de 2020 para o turismo nomeadamente na região depende de alguns fatores, como por exemplo "a confiança dos clientes em qualquer mercado relativamente a viajar". Além disso, Portugal é um País periférico, fortemente dependente do transporte aéreo. O responsável considera que "no princípio de julho vamos ter uma perceção mais clara" de como vai evoluir este segmento, uma vez que as principais companhias aéreas que voam de e para Portugal vai retomar várias ligações.

Ainda assim, não tem dúvidas que 2020 será um "ano negativo" uma vez que a atividade esteve paralisada durante cerca de três meses.

Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo, a sua marca de economia

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