João Leão nega ter estado envolvido no financiamento do ISCTE

"Não tive nenhuma intervenção neste processo, não passou por mim", explicou o agora vice-reitor do ISCTE.

João Leão, vice-reitor do ISCTE, está a ser acusado de intervir diretamente num projeto de mais de cinco milhões de euros para um Centro de Valorização, do Conhecimento e Transferência Tecnológica do ISCTE quando era ministro das Finanças.

Numa entrevista ao Jornal 2, na quarta-feira à noite, o antigo ministro das Finanças negou ter tido qualquer responsabilidade na aprovação do projeto, explicando que o ISCTE foi a única universidade a apresentar o projeto para receber financiamento em 2019.

O antigo ministro das Finanças regressou ao ISCTE depois de alguns anos passados no ministério das Finanças e explicou que a universidade apresentou um projeto que só foi instruído em 2021. "No que se refere a universidades apenas foi aprovado e submetido pelo ministério da ciência o caso do ISCTE. Foi o único que recebemos", referiu João Leão.

O vice-reitor do ISCTE explicou que o processo instruído e aprovado pelo ministério da ciência é avaliado pelos serviços de educação, finanças e planeamento e depois tem uma aprovação do ministro do planeamento e do secretário de estado do orçamento. "Não tive nenhuma intervenção neste processo, não passou por mim", explicou o vice-reitor do ISCTE.

Durante a entrevista, João Leão lembrou que antes da vida política já tinha tido um cargo como professor na Universidade. O ISCTE ofereceu um novo cargo ao antigo ministro, depois da passagem pelo governo. "É suposto continuar no ISCTE e ter funções depois de estar no Governo. Não vejo qualquer tipo de incompatibilidade", concluiu.

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