Investimento imobiliário em 2019 foi o segundo mais alto da década

No ano que passou, foram investidos 2,8 mil milhões de euros em imobiliário comercial em Portugal.

Não foram batidos recordes, mas ainda assim o ano foi "excecional". A análise da consultora JLL ao mercado imobiliário português revela que, em 2019, foi concretizado 21% do investimento da década em Portugal. No total, foram investidos 2,8 mil milhões de euros em imóveis comerciais, um valor abaixo dos 3,3 mil milhões de euros registados em 2018, ano em que foram batidos todos os recordes.

Ao longo da década que passou, o investimento em imobiliário comercial totalizou 13,6 mil milhões de euros.

Já as primeiras previsões da JLL para a venda de habitações apontam para que tenham sido transacionadas 178 mil casas em 2019. O valor das transações ficou próximo dos 24 mil milhões de euros, o que equivale a 16% dos 147 mil milhões de euros transacionados durante a década. No mesmo período de dez anos foram vendidas um milhão e 200 mil casas em Portugal.

Em 2018 os valores foram ligeiramente superiores, já que o número de transações aproximou-se das 179 mil. Os últimos dois anos concentraram, portante, um terço das transações da década.

O desempenho positivo do mercado estende-se à ocupação de escritórios. Neste segmento, a ocupação em 2019 foi de 187 mil metros quadrados, o equivalente a 14% da ocupação registada ao longo da década. Em 2018 este valor tinha sido ligeiramente superior, tendo atingido os 206 mil metros quadrados.

Citado na nota da JLL, Pedro Lancastre, diretor geral da consultora, sublinha que o balanço de 2019 é positivo, porque foram sustentados os "patamares históricos alcançados em 2018″, numa altura em que o mercado se debate com os constrangimentos da falta de oferta.

"Isto é algo excecional tendo em conta que esta foi uma das décadas mais contrastantes e desafiantes da nossa história. Na primeira metade da década, o mercado imobiliário teve uma queda vertiginosa, mas recuperou de tal forma que chegou a 2018 a quebrar recordes históricos e conseguiu em 2019 manter esses patamares", sublinha o responsável.

Para os próximos anos, Pedro Lancastre antecipa mais diversificação no mercado para "setores mais alternativos" e novos modelos, além de "uma forte retoma da promoção".

Ana Sanlez é jornalista do Dinheiro Vivo

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