Quebra do mercado chinês penaliza cerveja nacional

Guerra comercial das multinacionais faz cair para metade as importações chinesas. Total das exportações nacionais no valor mais baixo da década

A China está em vias de perder o lugar cimeiro no ranking dos principais mercados de destino das cervejas portuguesas. Uma liderança conquistada em 2016, por força da crise no mercado angolano, mas que está em risco, fruto da guerra comercial decretada pelas grandes multinacionais do sector à cerveja portuguesa no país mais populoso do mundo. E as exportações nacionais já se ressentem: em 2018, venderam-se menos quase 30 milhões de litros para a China, o que fez perder 27 milhões de euros. Uma quebra de 44,3%. Nos dois primeiros dois meses do ano a situação agravou-se e a quebra é de 54,8%.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?