Ex-presidente da Nissan diz ter sido "acusado injustamente"

Carlos Ghosn, que é acusado de ter escondido das autoridades tributárias valores milionários, foi presente a tribunal pela primeira vez em tribunal, quase dois meses após a detenção em Tóquio.

O ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn negou hoje perante um juiz as acusações feitas contra ele, na primeira aparição pública após a detenção em Tóquio, a 19 de novembro.

Ghosn, de 64 anos, é acusado de ter escondido das autoridades tributárias valores milionários acordados com a Nissan desde 2011 e de violar a confiança da empresa ao tentar encobrir perdas financeiras pessoais.

Ghosn está à espera de julgamento, mas esta audição foi programada para ser apenas informado das acusações que sobre ele pendem.

"Eu sou inocente. Eu fui acusado injustamente", disse Ghosn.

"Eu só tenho amor e gratidão, do fundo do meu coração, à Nissan. Eu dediquei todos os meus esforços à Nissan e levei a cabo os meus deveres de forma justa, correta e legal", insistiu.

Na audiência, solicitada pelos advogados de Ghosn, o juiz leu as acusações e informou que a detenção do ex-responsável da Nissan justifica-se para evitar que este fuja do país e destrua provas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.