Emigrantes que regressem só pagam metade do IRS

Medida prevista para o Orçamento de Estado para 2019 aplica-se a todos os que saíram do país até 2015 e que regressem no próximo ano ou em 2020

Os emigrantes que regressarem a Portugal só vão pagar metade do IRS e deduzirão despesas com viagens e habitação. Segundo a notícia avançada pelo Expresso, esta será uma das medidas do Orçamento do Estado para 2019 para atrair jovens qualificados para voltarem ao país, e já está praticamente finalizada.

O jornal revela que a proposta passa por "conceder um desconto de 50% no IRS e permitir a dedução de custos de instalação, como a viagem de regresso e as despesas com habitação". Uma medida que não é exclusiva para jovens, "abrangendo todos os que saíram do país até 2015 e regressem em 2019 ou 2020".

Entretanto, no Estado, diz o Expresso, "o processo de regularização de precários continua a marcar passo, sendo praticamente certo que o Governo não conseguirá cumprir o calendário anunciado de integração".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.