CGD fecha até final de junho maioria das 70 agências previstas para este ano

A maioria está localizada nas áreas urbanas de Lisboa e Porto

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, disse esta segunda-feira em comunicado o banco público.

A CGD não indica quantas são exatamente as agências que fecharão até ao final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.Os clientes afetados continuarão a ter as mesmas condições nos balcões para que mudem e um cartão de débito gratuito durante um ano.

"Tal como a CGD em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho. As agências a encerrar foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto", lê-se no comunicado divulgado esta segunda-feira.

A redução da operação da CGD, incluindo com fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo com fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017, tinha fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

Para tentar reduzir os incómodos aos clientes cuja agência será encerrada, a CGD anunciou que "irá disponibilizar gratuitamente, durante um ano, um cartão de débito para utilização nas áreas automáticas e ATM existentes em todo o território nacional e internacional"

Ainda no comunicado divulgado esta segunda-feira, o banco liderado por Paulo Macedo diz que a par do "redimensionamento da sua rede física [...] tem justaposto o incremento da sua presença digital, liderando de forma destacada o mercado também nestes canais".

Para tentar reduzir os incómodos aos clientes cuja agência será encerrada, a CGD anunciou hoje que "irá disponibilizar gratuitamente, durante um ano, um cartão de débito para utilização nas áreas automáticas e ATM existentes em todo o território nacional e internacional" e que também a caderneta digital será sem custos.

Os clientes podem ainda usar outros serviços bancários à distância, como o Caixa Direta.

Segundo informações recolhidas pela agência Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu) e Louriçal (Pombal).

Na semana passada, o Público noticiou que a CGD prepara o fecho de mais 75 balcões até ao final de junho.

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