A maior interrupção da história do Facebook atingiu 2,3 mil milhões de utilizadores

As causas do "apagão" que começou esta quarta-feira não foram revelados pela empresa, mas nega ter-se tratado de um ataque cibernético.

A rede social Facebook está a sofrer uma das maiores interrupção da sua história, com vários dos seus serviços indisponíveis, atingindo cerca de 2,3 mil milhões de utilizadores em todo o mundo desde quarta-feira. O Instagram também sofreu um apagão, mas o serviço já foi restabelecido esta quinta-feira de manhã.

Esta é a pior interrupção do Facebook desde 2008, altura em que esta rede social tinha apenas 150 milhões de utilizadores.

As causas da interrupção do Facebook ainda não foram tornadas públicas, tendo um comunicado da empresa assumido que estão "conscientes de que algumas pessoas ainda têm problemas no acesso à família do Facebook e às suas aplicações", garantindo que estão "a trabalhar para resolver o problema o mais rapidamente possível".

A empresa já veio no entanto negar rumores colocados a circular nas redes sociais, segundo os quais o Facebook teria sido alvo de um ataque DDoS, um tipo de ataque cibernético que consiste em bloquear um serviço de elevado tráfego.

A interrupção do serviço terá começado às 16.00 de quarta-feira, tendo os utilizadores começado a queixar-se de não conseguirem fazer publicações. Além disso, o serviço de mensagens não carregava no desktop dos computadores, embora na aplicação de telemóvel permitisse o envio de mensagens. Ainda assim, alguns utilizadores tenham relatado falhas no envio de imagens, um problema que se verificou também na aplicação WhatsApp.

Estes problemas afetaram ainda o Facebook Workplace, um serviço usado para a comunicação interna das empresas, sendo que algumas delas viram o seu funcionamento afetado.

Curiosamente, esta interrupção do serviço Facebook surge numa altura em que nos Estados Unidos alguns legisladores defendem que as grandes empresas de tecnologias deviam ser desmanteladas. Em declarações ao jornal New York Times, Elizabeth Warren, uma das pré-candidatas democratas às próximas eleições presidenciais americanas, defendeu que "é preciso impedir que esta geração de grandes empresas de tecnologia imponham o seu poder político para moldar as regras a seu favor e seu poder económico para adquirir todos os potenciais concorrentes", criando assim um monopólio nesta área.

Quem ganhou com o apagão do Facebook e do Instagram foi o Twitter, que recebeu vários utilizadores que aproveitaram para fazer piadas sobre a interrupção daqueles serviços. Houve inclusive alguns utilizadores que expressaram o seu desespero por não poderem usar o Facebook para trabalhar, uma vez que as suas empresas estão dependentes do funcionamento do Facebook.

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