Ida à Web Summit? Inspiração e contactos motivam uma ida

Cimeira tecnológica arrancou hora e meia depois do previsto para que as bancadas do Altice Arena ficassem cheias em noite de abertura.

Foi preciso esperar pelas 18 horas e 38 minutos para arrancar oficialmente a 5.ª edição da Web Summit em formato presencial em solo português. Antes de entrarem na Altice Arena, alguns dos participantes partilharam com o Dinheiro Vivo que vêm à cimeira tecnológica para procurarem novos contactos e inspiração para o futuro.

"Estou aqui pela inspiração, como habitualmente. Já estive cá uma vez e adorei o evento; trouxe-me uma rede de contactos e ainda falo com algumas das pessoas", justificou Alana Carazon, que veio na qualidade de espetadora.

A representar uma empresa, Aki Mandhorta foi mais taxativo: "Vou passar a maior parte do tempo a fazer contactos. Isso é importante em qualquer evento e por isso é que estou a pagar. Não estou aqui pelo conhecimento, que posso obter em qualquer lado". Só por isso, diz este participante, já valeu a pena o regresso do formato presencial - em 2020, a Web Summit decorreu remotamente.

Dos Estados Unidos, Martin Cirillo-Schmidt veio apresentar a sua startup de tecnologia sexual (sextech) IOBA. "Estamos à procura de novos investidores, numa indústria que ainda está no princípio, mas teve um grande crescimento durante a pandemia".

Antes de Paddy Cosgrave ter entrado no palco, quem esteve na plateia assistiu a perto de hora e meia de apresentações de startups que vão estar em exibição nos quatro pavilhões da FIL até quinta-feira.

Uma dessas startups será a Promin.io, que vai estrear-se na cimeira tecnológica em Portugal. "Vou passar metade do tempo a ver os palcos e outra metade a fazer contactos. É muito importante vermos diferentes apresentações para percebermos como os oradores falam sobre a sua experiência", antecipa o fundador, Oleksandr Muraveinyk.

Com menos tempo para os palcos estarão os alemães Bianka Kokott e Max Köhler. Os representantes do gabinete federal de assuntos económicos e energia vão estar em Lisboa para conhecer startups e promover a iniciativa Digital Hub, que liga as novas empresas tecnológicas a companhias mais sedimentadas e a outras entidades.

Joana dos Santos Afonso estará totalmente focada nos convidados. "Venho à abertura do que penso que é o acontecimento do ano, sobretudo na área do empreendedorismo, tecnologia e inovação em Portugal e a nível mundial." A portuguesa regressa ao Parque das Nações desta vez como parceira.

"É a minha terceira vez aqui e penso que a qualidade dos convidados tem melhorado. As temáticas também são cada vez mais convenientes, atuais e necessárias para debater em público", aponta Joana.

Já dentro do Altice Arena, Sarah Mattwords chamou a atenção para "algumas sessões nos palcos criativos e de conteúdos a que gostaria de assistir".

Virado para os palcos ou para a rede de contactos, o evento tecnológico termina apenas na quinta-feira, dia 4, e vai acolher um total de 40 mil participantes.

Diogo Ferreira Nunes é jornalista do Dinheiro Vivo

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG