"Heróis da crise" aceleram mais e melhor apesar do travão da economia

No debate emitido esta quarta-feira pela TSF, no âmbito dos Prémios Millennium Horizontes, João Nuno Palma, Luís Castro Henriques, Céline Abecassis-Moedas e Nuno Flôres falaram do talento das empresas para ultrapassar crises.

São os Prémios Millennium Horizontes, logo o amanhã é sempre relevante para ler nos indicadores o que virá depois. O encolhimento da economia internacional, sobretudo pelo lado da economia alemã, a locomotiva europeia, não parece ser obstáculo inultrapassável. Porque abunda o talento, a organização setorial e o risco otimista de empresas e financiadores assentes em três pilares: internacionalização, inovação e exportação. Mas de forma capacitada - com profissionais que ao conhecimento produzido pela academia devem ter cada vez mais formação específica.Este foi o mote do debate no âmbito dos prémios, organizados com o Global Media Group.

"É fundamental conhecer de forma aprofundada as empresas e empresários, pois foi mérito deles ultrapassar a crise, ao desenvolver mercados que não existiam há sete anos. O que se quer é criar cadeias de valor, ecossistemas, ofertas personalizadas dirigidas a determinada empresa", defendeu João Nuno Palma, vice presidente do Millennium bcp.

"As empresas devem fazer três coisas: diversificação, capacitação e inovação. Temos muito espaço para crescer dentro da União Europeia, em mercados que conhecemos, ganhar quota e em paralelo analisar outros mercados", apontou Luís Castro Henriques. "As cadeias de valor trazem-nos competitividade. Como passar de exportações de 44% para 80% do PIB? Tem de se inovar cá, também. Há que continuar a investir em inovação e na capacidade produtiva inovadora e apostar na capacitação. Saber planear e criar sustentabilidade", acrescentou o presidente da AICEP e membro do júri da 3.ª edição dos Prémios Millennium Horizontes. E disparou: "Os heróis da crise são os empresários".

Céline Abecassis-Moedas, Dean da área de economia da Universidade Católica Portuguesa, sublinha que "a educação é parte importante do desenvolvimento de um país" e que "há cada vez mais empresas internacionais a fazer o backoffice em Portugal". Isto "significa que há talento e barato", acrescentou.

Pragmático, mas não resignado, Nuno Flores, diretor e fundador da Introsys (vencedora na 1ª edição dos prémios na categoria inovação), assumiu que "2019 é positivo, vamos atingir 25 milhões de euros, mais 20%, mas temos de estar preparados para um abrandamento eventual que venha aí".

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