Governo deu 4,5 milhões para elétricos e bicicletas mas 200 candidatos continuam à espera

Foram concedidos 4,5 milhões de euros para compra de automóveis, bicicletas e motas elétricas no ano passado mas ainda há dezenas de candidaturas em avaliação.

O apoio de cerca de 4,5 milhões de euros do Fundo Ambiental ajudou a que particulares e empresas conseguissem comprar 926 automóveis ligeiros e de mercadorias sem emissões e um total de 4712 bicicletas, motociclos e ciclomotores sem emissões, bem como velocípedes de carga e convencionais.

No entanto, as contas ainda não estão fechadas: há mais de 110 mil euros por atribuir, mas haverá centenas de automóveis que vão ficar sem ajuda do Estado.

Consultada a informação sobre os incentivos à compra de veículos de baixas emissões em 2021, ainda há mais de duas centenas de candidaturas que estão por validar, a aguardar elementos adicionais ou em lista de espera.

A informação divulgada na semana passada pelo Fundo Ambiental "não reflete os valores finais. Estão ainda por atribuir 112 876 euros e seis cêntimos" em incentivos, esclareceu ao Dinheiro Vivo fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

Apesar de as candidaturas aos apoios ambientais terem fechado em 30 de novembro, ainda não há prazo para resolver os processos pendentes. "Será atribuído em breve" o restante montante, adianta a mesma fonte.

Como tiveram menos inscrições do que cheques, sobraram mais de 551 mil euros dos incentivos para veículos elétricos ligeiros de mercadorias e das bicicletas de carga.

Tal como em anos anteriores, os veículos elétricos ligeiros de mercadorias tiveram o menor número de candidaturas aceites (77). Apesar de o Estado ter duplicado o cheque por veículo - havia 150 vagas, cada uma por seis mil euros - ficaram por usar 438 mil euros.

Sobraram também 113 729 euros na categoria das bicicletas de carga elétricas e convencionais. Nesta tipologia, havia 300 cheques disponíveis, mas apenas foram aceites 196 inscrições; ou seja, 104 vagas ficaram por preencher.

Nas bicicletas de carga, os incentivos pagavam metade do preço da bicicleta até 500 euros nos modelos convencionais ou até 1000 euros nas versões ligadas à corrente.

Fossem particulares ou empresas, as ajudas davam até 350 euros por unidade, com a comparticipação de até metade do preço. Os particulares apenas puderam apresentar uma candidatura; as empresas tinham direito a um máximo de quatro ajudas.

No início de dezembro, avançou a redistribuição das verbas. A prioridade seria para os veículos ligeiros de mercadorias, a seguir as bicicletas de carga, depois as bicicletas, ciclomotores e motociclos elétricos, seguidas pelas bicicletas convencionais e, por fim, os veículos ligeiros de passageiros.

Como sobraram 551 729 euros das carrinhas elétricas e das bicicletas de carga, tem sido possível cobrir os pedidos para bicicletas, ciclomotores e motas elétricas, além das bicicletas convencionais.

Nas bicicletas, motas e ciclomotores elétricas, havia 1,1 milhões de euros para apoiar um total de 3142 inscrições. Até agora, já houve 3221 processos aceites e ainda há mais 75 candidatos que podem ser contemplados, num valor total que pode atingir 26 250 euros - o incentivo paga metade do preço de aquisição, no máximo de 350 euros.

No caso das bicicletas convencionais, sem assistência elétrica, o envelope financeiro contava com 100 mil euros para apoiar 1000 candidaturas. O Fundo Ambiental comparticipou em 20% no valor da aquisição, no máximo de 100 euros. No entanto, até agora, já foram aceites 1295 inscrições e ainda há mais 37 que podem ser contempladas, no máximo de 3700 euros.

Ainda sobram 82 926 euros das verbas atribuídas às duas rodas. Só que para os automóveis elétricos ainda há 220 candidaturas à espera do veredicto. Considerando que há três mil euros de incentivo por unidade, serão menos de 30 os carros elétricos que ainda terão direito a um cheque, estima o Dinheiro Vivo.

diogofnunes@dinheirovivo.pt

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