Famílias gastaram 801,4 milhões no supermercado

Gasto em fevereiro supera em 81,9 milhões o de há um ano. Bebidas e comida continuam a encher cabaz das famílias, que escolhem mais marcas dos supers.

No segundo mês de confinamento, os portugueses continuaram a encher o carrinho do supermercado: em fevereiro gastaram um total de 801,4 milhões em compras, mais 81,9 milhões do que fevereiro de 2020, altura em que o país ainda não enfrentava os efeitos da pandemia. Compraram mais produtos alimentares, mas sobretudo mais bebidas, que registaram um disparo de 18,3%. Só mesmo os produtos de higiene pessoal é que parecem não ter estado nas opções de compra dos consumidores nacionais: caíram 4,4% em relação a fevereiro do ano passado.

Uma tendência de crescimento que já vinha do ano passado, período marcado pela pandemia em que os gastos em bens de grande consumo atingiram os 10,352 mil milhões de euros, mais 7,4% do que em 2019, ou seja, mais 730 milhões.

Em casa desde meados de janeiro, em teletrabalho e com os restaurantes fechados a funcionar apenas em regime de take-away e entregas em casa, as compras em janeiro foram de 792 milhões de euros, valor que representa um aumento de 12,3% em comparação com o início do ano passado, com os consumidores a gastar mais 87 milhões do que há um ano. Em fevereiro, gastaram 81,9 milhões a mais, elevando para um total de 1,593 mil milhões, mais 11,8%, o acumulado de gastos no supermercado nos primeiros dois meses de 2021. Crescimentos em cima de um período que já no ano passado apresentava um crescimento de 6,3%, revelam os dados do estudo do ScanTrends, da NielsenIQ.

Alimentação e bebidas foram as categorias com maior crescimento em fevereiro, com as marcas da distribuição a crescer mais (12,7%) do que as de fabricante (10,6%). "Sobre um período homólogo que crescia 6,9% em 2020, a Alimentação aumenta 13,2% nesta última quadrissemana", referente a 1 a 28 de fevereiro, refere o ScanTrends. Já as bebidas dispararam 18,3% - há um ano tinham registado um crescimento de 5,3% -, com os consumidores a aumentar os gastos nesta categoria num momento em que os restaurantes estavam proibidos de vender bebidas, mesmo no take-away. Se nas bebidas as marcas de distribuição e de fabricante "crescem a ritmos semelhantes", o mesmo não ocorre na alimentação. Na hora de escolher, a opção dos consumidores foi encher o cabaz com mais marcas dos supers e hipers, que venderam 14,5% mais do que os 12,2% das fabricantes.

Globalmente, a quota das marcas de distribuição fixou-se em fevereiro em 36,7%, mais 0,8 pontos percentuais do que no mesmo mês do ano passado e acima da quota de 35,8% do fecho de 2020. A subida da preferência das marcas próprias no carrinho de compras é particularmente expressiva nos produtos para higiene do lar: a categoria subiu 5,4% em fevereiro, empurrada pelo crescimento de 15,2% das marcas de distribuição, com as de fabricante a aumentar apenas 1,1%.

Venderam-se menos produtos de higiene pessoal. Um recuo de 4,4% em relação a fevereiro do ano passado, com as vendas de artigos das marcas da distribuição a recuar 5,6%, mais do que as marcas de fabricante (-3,9%).

Ana Marcela é jornalista do Dinheiro Vivo

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